Quão bom você é em aprender?

Uma reflexão sobre o valor profissional buscado em UX/UI Designers

Photo by Tim Gouw on Unsplash

Introdução

(Sempre) aprendendo

Como recrutadores especializados, parte presente em nossa rotina é avaliar profissionais de UX/UI Design. Nesse dia-a-dia, é evidente que encontramos padrões nas propostas de valor dos candidatos: A forma de se apresentar, o “esqueleto” dos projetos e até os jargões, em maioria, são similares. Mas uma coisa que quase nunca vemos é um profissional comentar sobre como aprende e como valoriza esse ponto. Encontramos portfolios com um detalhamento gigante do projeto, o que é muito bom, mas é dada uma evidência muito pequena (ou nenhuma) do que foi aprendido nesse projeto.

Encontramos nos currículos e portfolios o uso constante de jargões como “aprendo rápido”, “adoro aprender” e “estou em constante aprendizado”, o que de fato não é ruim e nem errado: Só é simplesmente muito vago. Entenda que qualquer pessoa em busca de oportunidades de trabalho, em qualquer área, pode afirmar isso — ou seja, em nada é um diferencial para o seu perfil.

Quão bom você é em aprender?

Em vias práticas, ao ingressar em uma empresa você tem uma enorme curva de aprendizado pela frente, que mesmo que tenha vasto conhecimento técnico e experiência, terá que passar. Ao chegar, nada se sabe sobre o produto, seus usuários e os problemas a serem resolvidos a eles; e além disso, menos ainda se sabe sobre a cultura da empresa, o time e a liderança. Logo, o contratante não está preocupado apenas com o que você pode fazer hoje, mas com o que você vai fazer depois que começar a trabalhar.

Como falar do seu aprendizado

Em seu discurso profissional

Identifique e liste os seus maiores aprendizados até hoje, organize-os e elabore um discurso profissional coerente baseado neles.

Para isso, pergunte-se como os seus aprendizados construíram e moldaram seu perfil profissional — Quais foram seus principais erros cometidos, o que absorveu dos ambientes em que esteve inserido, o que descobriu sobre produtos concorrentes, as práticas no seu processo de trabalho que não funcionaram, as suposições que as pesquisas revelaram estarem erradas, e principalmente: o que você não fará mais, depois de ver que não funciona.

Em suma, esclareça de forma concisa como você pretende partir de quem é hoje a se tornar quem a empresa realmente precisa que você seja. Ao se deparar com essas informações, qualquer avaliador irá entender claramente a proposta de valor de seu perfil profissional, reduzindo drasticamente o receio em investir na sua contratação.

Em seus cases de portfolio

Oriente seu storytelling ao que você são sabia no início do projeto, o que aprendeu pelo caminho e qual foi a transformação em você ao concluí-lo.

Se o avaliador conseguir vislumbrar sua curva de crescimento a cada projeto, estará explícito o real valor profissional: A sua capacidade e velocidade de aprender em diferentes contextos. Lembre-se que a empresa, ao apostar em você, contratou a sua pessoa, e não apenas suas habilidades.

Conclusão

A community for Digital Product Designers to present themselves effectively and have access to curated content, mentorship and worldwide project opportunities.

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